7 de junho de 2009

Bon Appétit

Agora eu também escrevo aqui ó:

1 de junho de 2009

A Profetiza




Semana passada eu fui ao Jogos Culturais, que acontece semanalmente no Shopping Minasssul, e perguntaram duas querstões sobre acidentes de avião. Parece que aconteceram dois, né? Pois é. Alguém na minha equipe sabia com detalhes e soube responder , ainda bem, porque eu estava afastada dos noticiários e só sabia por alto, mas ainda assim eu pensei: vai acontecer outro então. É sério. Eu não sou uma charlatã, eu sabia.
Você já reparou que quando tem um acidente aéreo, sempre acontecem outros na seqüência? Caso não, procure por acidentes dos outros anos, e comprovará o que eu digo. Levando em consideração a probabilidade de acontecer um acidente como esse, daria para respirar aliviado. Ok, se chance é de acontecer 1 acidente em cada 1000 voos (lógico que é só um exemplo sem qualquer responsabilidade e preocupação com a realidade), então eu estou tranqüila para viajar, a probabilidade de acontecer outra vez é pequena. Você pensa assim? Eu penso no caso de acidentes com montanha russa, teleférico, entre outros, mas quando se trata de avião, o melhor é ficar em chão firme por mais uns três meses. Sempre que cai um, cai três, cai quatro, ainda que um pequeno teco-teco no Acre.
Quem pode explicar o motivo desse mistério? Algo no ar? Algo cósmico? Seria Deus brincando de tiro ao alvo? Seriam extraterrestres em pesquisa de campo? Não sei, ninguém sabe, nem Mãe Dinah.
O fato é que na semana dos jogos culturais eu sabia que aconteceria outro acidente em breve, podia ter ido até uma TV mais próxima, profetizado, e hoje eu estaria famosa, fazendo mapa astral dos famosos das novelas e ganhando rios de dinheiro. Droga.

Recém-nascidos



O Felipe ( ou Minduim) é meu amigo super legal, super talentoso, que agora finalmente resolveu ter um super blog também. Confiram! Ao contrário de um tal Lucas, eu não tenho ciúmes dos meus amigos. Hahahaha.





30 pessoas, 30 textos. O blog mal chegou e já é um sucesso. Sim, eu também estou lá, mas não é conversa fiada. Está bombando mesmo ( desculpe a gíria brega, mas no momento não me ocorre outra palavra).

25 de maio de 2009

Oh bom Deus, por que me castigas assim?

Sempre leio por aí que as mulheres hoje em dia se sentem impotentes diante das responsabilidades da vida moderna. Trabalho, filhos, casa, marido, tudo tem que ser perfeito, não conseguem, obviamente, e enlouquecem. Eu não sofro desse mal. Talvez porque eu nunca tenha sido realmente boa ou competente em algo. Eu não ligo de não conseguir fazer as coisas que eu preciso, de não ter tempo de fazer tudo, mesmo por que eu tenho tempo de fazer tudo, só não faço por preguiça e conveniência mesmo, assumo. Claro que eu posso trabalhar, estudar e ir na academia. Só que eu não quero. Eu quero chegar em casa e ficar passando por todos os canais da tv, quero olhar álbum de pessoas estranhas no orkut, quero ler frases de gente que eu não conheço no twitter. Sim, eu sou muito a toa e gosto disso.
Ah, então você não se chateia nunca? Não tem remorso? Não tem culpa? Não tem desejos oprimidos? Sim, eu tenho. Eu quero um monte de coisa, como todos, mas tem sim algo em especial que me irrita, que me magoa, que faz com que eu me sinta um nada no mundo: não ter uma máquina fotográfica quando eu preciso.
O que adianta ter uma máquina fotográfica se ela sempre está em casa quando as coisas do mundo acontecem? Eu vejo coisas incríveis por ai, quero registrar, e nada, Aqueles insetos, aqueles filhotinhos de coruja, aquele casal que eu vi se abraçando na avenida.Tão bonito, tão marcante, e eu não vou me lembrar daqui um tempo.
Seguindo essa linha de azar e revolta com o mundo, esses dias eu estava na Festa de São Benedito, uma quermesse anual que tem aqui na minha cidade, quando chegou o pessoal da folia de reis e os Caiapós. Eu sempre quis fotografar esse evento, mas nunca consigo. Planejo, planejo e nada. Sempre estou viajando no dia, ou trabalhando. Esse ano eu estava lá, mas sem a máquina.
De consolo tinha o celular, com sua baixa definição e cores feias. Tirei uma em preto e branco, só pra não passar...“em branco”, mas nem de perto faz juz a beleza do evento, com tantas cores, tantos sorrisos, e assim sigo frustrada, mais um ano.



22 de maio de 2009

Sobre relacionamentos e úteros eletrônicos

Lição número 01: Nunca fale de filhos com seu pretendente, salvo se você quiser que ele suma.

Ex: “Olha esse site que legal. Coloco a minha foto, a sua, e projeta como seria um bebê nosso. Eu fazia com as fotos do Chico Buarque, hoje fiz com as suas.”

Lição número 02: Nunca critique uma mulher, salvo se você quiser que ela suma.

Ex:

Ele: Ai, saiu com sua boca murcha.

Ela: Eu não tenho boca murcha!

Ele: Não dá pra melhorar?

Ela: Melhorar? Depois do parto você viraria pro obstetra e perguntaria se dá pra melhorar?


Abaixo nossa longa família de mentirinha.


Francisco ( e não Marcelo)

Catarina (e não Maria Luiza)

Cícero (e não Pedro)

Davi



4 de maio de 2009

Sobre cabelos ( de novo)


Cabeleireiro é a profissão mais livre do mundo. Quer ir contra tudo e todos? Nada de fazer colar de miçanga para vender na praia, nada de sanduíche natural, filmes, música, nada disso. Seja cabeleireiro. Você não precisa escutar ninguém, nem sua mãe, nem o papa, nem seu próprio cliente. Se você não teme perder aquele que alimenta seus filhos, quem mais você vai temer? Nem gripe suína pode te abalar.
Alguma vez você foi ao dentista fazer uma limpeza e voltou com os dentes encapados de ouro igual um cigano? Conhece alguém que foi corrigir uma orelha de abano no cirurgião plástico e voltou com o sexo trocado? Eu não. Muito menos comprei uma calça jeans e levei pra casa uma meia arrastão. O comerciante teria que dar explicações pro PROCON, o médico ao conselho de medicina e por aí vai, mas o cabeleireiro não. Você vai, pede um corte, ele faz outra coisa totalmente diferente, acaba com seu cabelo e você faz o que? Chora?
Onde é o conselho regional dos cabeleireiros? Onde é setor de cortes mal feitos? E como eu provo que eu pedi “apenas tire um pouco de volume e mantenha o tamanho” e não um “picote ele inteiro de forma que eu fique escrava da escova se não quiser ficar parecendo um leão”.
O máximo que o cabeleireiro faz é perguntar se você gostou. Não, não gostei. E agora? Você vai colar fio por fio? Quem vai cobrir o prejuízo? Afinal, secador de cabelo gasta energia e gasta tempo. E o prejuízo emocional? Eu estava com vontade de deixar crescer esse ano, sabe? Sabe, mulher? Sim, por que os homens não entendem isso, só a gente, né? O máximo que o seu amigo vai dizer é que “cabelo cresce”. É verdade, cabelo cresce, mas demora e não adianta dizer que ficou bom, porque nessas horas nada consola.

p.s: foto meramente ilustrativa.

29 de abril de 2009

Top 5- Para gostar de Milton Nascimento

Esqueça Coração de Estudante.












p.s: não achei o vídeo dele com a Alaíde Costa cantando " Me Deixa em Paz". Uma pena.

Corro demais

Mãe, bati o carro.

fueim fuiem fuiem.

Desculpa ai, mocinha da auto escola. Espero que você se recupere do trauma.

Diálogo

-Você está com tpm?
-Não, sou ranzinza mesmo.

25 de março de 2009

11 de março de 2009

Sou feia, mas tô na moda



Eu estava andando em um dia de chuva quando a ouvi  miar. Estava tão desesperada que não deu pra fingir que não ouvia. Antes que a enxergasse totalmente, pensei: ah, fácil, levo para casa e depois até um pet shop para doar, mas quando ela apareceu com seu corpinho magricelo, percebi que não seria fácil assim. Tinha pelagem em escamas, dessas que misturam preto, amarelo e branco, mas tudo de uma vez, meio punk, meio hippie, meio diferente, sabe? Diferente de uma forma que as pessoas não gostam. Se ainda tivesse olhos azuis...mas assim, assim vai ser difícil.
Enrolei a moça em um pano de prato cedido gentilmente e levei para casa. Pensei em chama-la provisoriamente de Toneca, porque ela foi achada na rua Toneco, ou de Marcolina, em homenagem ao fornecedor do pano de prato, mas meu irmão a apelidou de Lacraia, disse que fazia jus a sua beleza e estado físico. É claro que as outras pessoas da casa preferiram a sugestão do meu irmão.
Resultado de tudo isso: duas semanas, duas feirinhas de doação, anúncios, e ela ainda está aqui, toda saltitante, tomando conta das cadeiras e dos sofás, me seguindo como uma sombra, e sabe, a gente nem acha mais ela tão feinha assim.








9 de março de 2009

Tente, invente, faça um omelete diferente



Minha mãe tem as mesmas panelas de quando se casou. Sempre que vamos até as Lojas Pernambucanas ela fica namorando novos conjuntos, mas nunca leva. Ela também dorme na mesma velha cama de madeira com um design estranho e que ela jura todo ano que vai trocar e nunca troca, mas isso não vem ao caso. O que interessa no momento é que nossas panelas são velhas. Algumas sem o cabo, outras com tapas perdidas, todas velhas. Ou quase todas.
Um dia eu fui com meus amigos Carol e Emerson ao supermercado e, entre um produto e outro, Carol coloca uma frigideira no carrinho de compras. Pra quê? Ah, o teflon da outra arranhou, agora fica grudando. O teflon arranhou? As minhas nem sequer tiveram teflon um dia. Que supérfluo, pensei, ainda com resquícios da era Collor na minha alma.
Mais tarde me ofereci para fazer um prato na nova frigideira e meu deus, o ovo mexido cozinhava todo e não grudava, nem precisava colocar dois ovos para compensar a perda. Fiquei calculando quantos ovos eu perdi ao longo da minha vida de panela velha.
Cheguei em casa e tive uma conversa franca com a minha mãe, nós precisávamos de panelas com revestimento antiaderente. Aquilo sim que era vida. Adeus, Bombril. Adeus, esmaltes lascados. Adeus, panelas de molho. Precisávamos abrir os olhos para o futuro, para a modernidade, e aquele discurso todo. Minha mãe para minha surpresa concordou e no dia seguinte trouxe um conjunto de três frigideiras antiaderente. Prometeu  que voltaria outro dia para comprar o resto do conjunto, o que nunca fez, de forma que as panelas em geral continuam velhas, mas tudo bem, pelo menos meus ovos mexidos estão salvos.
E por que eu estou falando isso? Por que hoje eu fiz um macarrão alho e óleo na minha frigideira com teflon e ele ficou perfeito. Não grudou, não queimou o alho, nada. Perfeito.
E o que eu quero dizer com essa conversa toda? Que panela velha não faz comida boa, ou ainda, que as panelas velhas que me desculpem, mas teflon é fundamental, mas se você quiser entender como uma metáfora, por mim tudo bem.



8 de março de 2009

Curtíssima



Já tem mexerica para vender no supermercado!

O que mais uma pessoa precisa para ser feliz?

28 de fevereiro de 2009

As vezes


As vezes o Edu dá umas bolas dentro. As vezes.


Na foto: Dú, Eu e Marco.


errata: a foto é do lucas. ahahahahaha.



25 de fevereiro de 2009

Nota Curta

Hoje eu estava no meu quarto, de onde escutava meu vizinho brincando com o neto na piscina. Os dois gargalhavam juntos e estranhei. Seria mesmo o meu vizinho? O mesmo?
Fiquei tão intrigada que decidi espiar pela janela.O velho fingia se afogar, espirrava àgua para todos os lados, para deleite do pequeno. Lembrei desse mesmo homem 15 anos atrás, cara fechada, ora perdido no meio de suas ferramentas, ora ralhando com a filha pela festa, pelo namorado, por qualquer coisa.
Fiquei olhando tudo aquilo, o ontem e o hoje, e cheguei a conclusão que se tem uma coisa bonita em viver, essa é poder testemunhar um pai severo se transformar em um avô amoroso.

16 de fevereiro de 2009

Bom dia, Tédio




Eu fico feliz com coisas pequenas. Quando tudo está uma merda, basta achar uma música que eu gosto muito no SoulSeek, e pronto, já vou dormir feliz. Um abacate maduro, encontrar rúcula na sessão de frios, um filme bom na promoção das Lojas Americanas. Qualquer um desses exemplos e basta. Ou bastava.
Aconteceu que algumas semanas atrás nada mais me alegrava. Não havia abacate no mundo que fosse suficiente. Nem doces. Comi todos os doces que me apareceram e nada, só quilos a mais. Parecia que não liberavam mais a serotonina de costume. Ou o tédio tinha se enraizado até os ossos.
Desesperada, resolvi consumir. Dizem que faz bem. Mas comprar o que? Nem pra gastar dinheiro eu animava. Pensei em todos os meus sonhos de consumo e nenhum me deu ganas de sair torrando minhas economias. Andei pelo shopping inteiro e nada saltou aos meus olhos. Desisti, ou além de entediada, ficaria pobre.
Decidi ver um filme. Comédia ou drama? Resolvi assistir Marley. Um maldito blockbuster saberia mexer com minhas emoções. Engraçadinho até, ri um pouco, mas não chorei. Todos de rostos molhados e eu ali, pensando o quanto era piegas aquela alternância entre vídeos do cachorro jovem e saudável, e o cachorro velho, morrendo no veterinário. Brega. E pensar que eu chorei tanto assistindo “K-9, um policial bom pra cachorro”...
Quando achei que tudo estava perdido, que eu estava fadada a melancolia eterna, dei de cara com ele. Lindo, chamativo, destacando entre os demais: Magnum Chocolate Belga.
Eu precisava experimentar. Eu amo sorvete Magnum, mas é caro, por isso eu nunca compro. E amo chocolate belga. Chocolate belga está no meu top 5 delícias do mundo. Sim, MAgnum Chocolate Belga traria minha felicidade de volta.
Como nada é fácil na vida, não tinha a especiaria na padaria. Nem na outra, nem na outra. Só fui encontrar o meu antídoto após uns quinze dias. Quando achei fiquei namorando. Cheirei, cheirei, examinei, e por afim abri. Dei uma mordida. Duas mordidas. Não tinha a menor graça.

13 de fevereiro de 2009

Eu também ganhei, la la la la







O Edu estava escrevendo coisas sobre todo mundo. Tretou, relou, ele mandava um belo depoimento, que amolecia o coração dos destinatários. Eu fiquei com ciúmes, óbvio. Afinal, eu conheço o Edu há muito mais tempo. Sim, eu merecia, e sim, eu o intimei, tal qual a criança mimada que sou.
E aí está, um texto do Edu a meu respeito, conforme a última moda no mundo da panelinha bloguiana. E viva o bloco mimimi.


"Marcela diz que não dá conta de ler mais meu blog, por conta que eu escrevo demais. E ela não lê mesmo. Marcela não dá a mínima bola para mim. Recentemente me bloqueou por semanas, e eu que não sou de levar desaforo pra casa, entreguei para Deus. Agora voltamos provisoriamente às boas, com possibilidade de visita à sua Poços onde terei direito a um colchão, pão de queijo de manhã, doce de leite, e um pastel na faixa no Pastelux(ch)o. Prometo fotos panorâmicas incríveis do Cristo, da casa, fazer de Poços uma cidade de brinquedo, e provocar um amor irrestrito em terras marcelinas, já que estou na fase sedutor-amoroso. Mas como a moça é por demais imprevisível, tento garantir empréstimo com irmãos, para necessidade de rabo entre as pernas, ônibus expresso no terminal com passagem em punho, vociferando palavrões em braille. Se o negócio complicar, simulo dramaticamente suicídio em águas térmicas medicinais. Mas sei que nada comoverá esse coração de minério. Nada. Ela não me leva a sério. Me tem em profundo descrédito, desde que esteve cá em casa e viu que sou farsante de primeira. Como a Rosma, vai me chutar, vadio, sem aceitar pedidos de desculpas, entender que despejo sem pensar vastas insensibilidades. Tudo por que não entendo de mulheres, pois cresci numa casa onde todo mundo se embruteceu cedo demais. Ser cínico, e fingir que não me importo, é minha estratégia de defesa, e ela não pode negar que nisto somos um tanto iguais. Mas no fundo somos uns esfomeados de amor, sentimentais saídos de uma canção triste do Amarante."

7 de fevereiro de 2009

Top 5 músicas de amores improváveis ( ou ainda, top 5 músicas que me lembram você)


1- Porque era ela, Porque era eu (Chico Buarque)

“Eu não sabia explicar nós dois
Ela mais eu, porque eu e ela
Não conhecia poemas
Nem muitas palavras belas
Mas ela foi me levando pela mão
Íamos todos os dois,assim ao leo
Ríamos, chorávamos sem razão
Hoje lembrando-me dela
Me vendo nos olhos dela
Sei que o que tinha de ser se deu
Porque era ela, porque era eu

 


2- Último romance (Rodrigo  Amarante)


"Eu encontrei-a quando não quis
mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
na fila do pão sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena"


3- Janta (Marcelo Camelo)

Eu quis te conhecer, mas tenho que aceitar
Caberá ao nosso amor o eterno ou o não dá
Pode ser cruel a eternidade
Eu ando em frente por sentir vontade

Eu quis te convencer mas chega de insistir
Caberá ao nosso amor o que há de vir
Pode ser a eternidade má
Caminho em frente pra sentir saudade

 

4- Minha flor, meu bebê ( Cazuza)

Dizem que tô louco
E falam pro meu bem
Os meus amigos todos
Será que eles não entendem
Que quem ama nesta vida
Às vezes ama sem querer
Que a dor no fundo esconde
Uma pontinha de prazer
E é por isso que eu te chamo
Minha flor, meu bebê

 

5- Na verdade não tem uma quinta música, mas ficaria feio um top 4. Top tem que ser no mínimo 5,né? Então vou deixar aberto para quem quiser sugerir uma música sobre esse tema.