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7 de dezembro de 2008

Sobre auto-ajuda


Já que a moda é post picareta, vou entrar na onda.
E esse quadrinho vem tão a calhar...


(clique na imagem para ver melhor)

30 de outubro de 2008

Djobi, Djoba! - Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Cheguei a conclusão que preciso refazer minha lista de músicas favoritas. Sim, eu faço listas, ainda que mentais, e na minha lista de músicas não cabe mais aquelas músicas de alguns anos atrás. Acho tudo pra baixo, tudo a um passo do suicídio. É, parece que eu gostava de uma fossa. Lembro que tinha Travessia, tinha Retrato em Preto e Branco, Drão, Sabiá, enfim, tudo triste, triste, triste. Não que agora eu seja a garota propaganda da felicidade em cápsulas, mas sou diferente. Mais leve, eu diria. Talvez quando eu chegar aos setenta só escute Ivete. Comentei com meu amigo sobre isso e ele me disse que não tinha um top cinco, ou top dez, mas gostava de uma do Gonzaguinha e uma chamada Djobi Djoba. Sabe qual é, né?

http://www.youtube.com/watch?v=hVb5araL39k

Agora me diz, que tipo de pessoa tem essa música como preferida? E pior, assume assim, sem o menor receio. É mais ou menos como confessar que gosta de ouvir Lulu Santos, ou de assistir Lagoa Azul. Pra mim só bêbada na mesa do bar, ou a base de tortura. Mas o Dú, bem...ele abriu um blog, aos poucos você vai descobrir.

Blog do Dú: http://comportamento-geral.blogspot.com

Sobre a tão falada Virada - Terça-feira, Abril 29, 2008




Eu não queria escrever sobre a Virada Cultural de São Paulo, mas todos os jornais, revistas e blogs amigos escreveram, então fiquei com inveja. Bom, a festa foi divertida, com muitos shows, amigos bacanas, centro da cidade cheio, prédios iluminados, pessoas felizes. Tudo muito bonito. Até as pessoas eram bonitas. Bonitas mesmo, de fazer a gente se sentir mais feio do que é. Onde essas pessoas se escondem o resto do ano? Em comerciais de tv? Se bem que os rapazes de camiseta com nome de banda e meninas com cabelo vermelho mal pintado da Praça da República não tinham nada de bonito. E daí a feiúra deles? E daí que um cabeludo filho da mãe vomitou na grama, onde as pessoas estavam descansando e eu deitei em cima. Ganhei o direito divino de odiá-los e falar mal. Mas tudo bem, porque eu levei uma muda de roupa. O difícil foi achar um lugar pra trocar, pois como você já deve ter lido por aí, os banheiros eram escassos. Em consequência, as ruas cheiravam urina, mas sei lá, isso dava até um ar nostálgico de carnaval, de Rio de Janeiro, como disse meu amigo Edu.
Falando em cabeludos, a Gal cortou o cabelo para a Virada. Deve ter perdido uns 3 kilos na poda. Talvez a Bethânia se anime a cortar o dela também. E não sei se foi uma síndrome de Sansão, mas a Gal me pareceu meio sem forças, ficou paradinha no palco. Eu devia ter seguido seu exemplo, mas não, fiquei sassaricando. Doze horas depois eu não agüentava mais nada, pois assim como a baiana, eu estou velha e gorda. Meus pés se revoltaram contra mim e juraram que se eu não fosse embora, eles jamais entrariam em contato com o solo novamente. Tive que ceder e acabei perdendo os shows que eu realmente queria ver.
Assisti ainda Mutantes, ou melhor, apenas ouvi, porque estava muito lotado, e o Zé Celso, a Dercy Gonçalvez masculina, mas esse bem de perto, da segunda fila. Os Mutantes erraram quase todas as letras de suas próprias músicas, mas o show tinha um clima gostoso. Quanto ao diretor de teatro, o jornal de hoje dizia “Zé Celso toca Noel Rosa na virada”. Esqueceram de colocar a palavra sofrível na frase, mas tudo bem, as pessoas só estavam lá por ele, ficariam igualmente felizes se ele só falasse palavrões e fosse embora. Achei babaca, mas é sempre tocante ver pessoas adultas emocionadas, mesmo que por um velhinho falando pau e cu.
Resumindo, os shows que eu assisti estavam mais para Virada Cultural do Retiro dos Artistas, mas foi muito bom ainda assim. Para o ano que vem eu prometo voltar a malhar para agüentar andar mais, levar um penico, e carregar meu dinheiro na meia, pois na hora de voltar pra Minas eu descobri que o banco bloqueou meu cartão e eu precisei pegar dinheiro com a mãe do meu amigo Kenan, caso contrário eu teria que virar pedinte de metrô ou apelar para aquele quadro do Gugu, o “De volta pra minha terra”.

27 de outubro de 2008

Balanço - Terça-feira, Julho 12, 2005


Já tem quatro anos que eu me mudei para São Bernardo do Campo, que eu sai da casa dos meus pais, que eu comecei a me preocupar com a minha comida, com a minha roupa, e com essas coisas todas que vocês já cansaram de ler por aqui. Sim, estou com aquela conversinha de fiada sobre o tempo, sobre a vida, e se bobiar até comento que você cresceu, que peguei você no colo, e isso tudo por que eu estou envelhendo. Fico refletindo sobre tudo que me aconteceu nos últimos anos, o que essa mudança me trouxe, e chego em vários pontos que eu gostaria de explorar aqui, mas hoje eu fui ler malvados e dei de cara com uma tirinha que fala sobre uma coisa que eu tenho pensando esses tempos: amizade. Sinceramente, acho que é a maior balela. As minhas maiores traições e decepções foram frutos de amizades, o pouco que vivenciei já é motivo de sobra para o Milton Nascimento ser processado e proibido de cantar aquela música que fala de guardar amigo do lado direiro do peito. Acho que esse tipo de relacionamento nada mais é do que um jogo de interesses e não entendo essa supervalorização. Talvez eu esteja sendo amarga, mas foi o que eu aprendi nesses anos, e sabe o que é pior? Meu pai me avisou, e me avisou a vida toda, mas na época eu achava que o errado era ele.