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27 de outubro de 2008

Preguiça - Domingo, Maio 13, 2007


Tenho preguiça de escrever para esse blog, tenho preguiça de ler outros blogs, e tenho mais preguiça ainda quando percebo que as pessoas que antes visitavam isso aqui, agora sofrem do mesmo mal que eu, o que resulta em um marasmo geral no mundo blogger.
Por conta da minha ausência fico sem falar de coisas importantes, entre elas a minha volta para Minas Gerais. Pois é, voltei. Depois de muitos conflitos mãe-super-controladora x filha-mimada-que-se-acostumou-a-morar-sozinha, tudo parece caminhar bem. Voltei a almoçar todos os dias, a dizer onde eu vou, que horas volto, a dormir na madrugada, e a arrumar minha cama, o que já não me parece o fim do mundo.
O mais difícil é a cidade em geral, as pessoas, a forma de pensar. As vezes me parece que as pessoas de Poços de Caldas tem um interesse mais que normal pela vida do próximo, e no começo eu me irritava em ter que responder tantas vezes que não, eu não estou trabalhando, que não, não casei (Aqui as pessoas ainda se casam. Se virgens eu não sei) , que não, eu estou namorando e não, não tem nenhum motivo especial pra isso.
Existe também uma grande preocupação com o parecer algo. Parecer rico, parecer feliz, parecer bem sucedido. Acho que é normal de cidade do interior, pois esses dias eu li uma revista de Guaxupé, e era um revista Caras versão rural. Mulheres de fazendeiros falando de como são felizes ao lado do maridos, dos filhos, e dos pés de café, enquanto tomam um chá com as amigas em sua mansão novela Rei do Gado.
Poços de Caldas também tem um jornal parecido com a revista de Guaxupé, um jornal que eu nunca levei a sério, mas descobri que as pessoas em geral levam. O jornal é um show de falta de senso, uma bizarrice sem fim. Eu leio e não sei se dou risada, se choro, se escrevo um e-mail reclamando ou se ignoro.
Só para exemplificar, em um dos exemplares que eu li tinha uma entrevista com a ex- mulher do presidente da Caldense, o clube daqui. A entrevista era um bate-bola, onde ela dizia do que gostava de fazer, livro favorito, essas coisas, e entre as perguntas as seguintes pérolas:


Obrigatório - Visitar meu cirurgião plástico uma vez ao mês.
Não pode faltar na geladeira - Gelo, para o meu whisky.
E para arrematar... Você por você: Uma pessoa simples, como vocês estão vendo.


Achei que terminaria por aí, mas virei a página, e tinha uma sessão de fotos com modelos mirins. Vários meninos e meninas com sobrenomes conhecidos de famílias ricas da cidade, e entre elas uma menina esquálida, com um vestido listrado. Na legenda o nome da garota, o sobrenome e a seguinte frase: no melhor estilo menina bem nascida. Pensei que estava escrito errado. Como assim? Menina bem nascida? É uma piada? Não, não era. Era sério. Ai, preguiça.

Sobre o Carnaval - Quinta-feira, Março 02, 2006








-Estou velha. Várias crianças estavam fantasiadas com uma roupa vermelha de um super-herói que eu não conheço. Parecia Os Incríveis, mas o símbolo era outro.


-Acho ótimo que a Beija-Flor não tenha ganhado. Poços não tem nada a ver com aquela música que falava de mar, Netuno, Atlântida. Nota 0 para a escola e para o Estado de Minas Gerais que bancou essa babaquice.


-Planejei ir para alguma cidadezinha com carnaval de rua, mas no fim acabei alugando filmes e dormindo no sofá com meu gato como única companhia.


-Poços de Caldas virou a Cidade de Deus do sul de Minas.


- Ri muito da Nivea Maria falando torto no camarote da Rede TV e confessando que tinha enchido a lata de cachaça. Será que depois dessa ela ainda é uma atriz global?


-Fiquei feliz pela Vila Isabel, mas só por que ela era a escola do Noel. Torço também pela Portela por causa do do Paulinho da Viola e pela Mangueira por causa do Cartola, mas bem de levinho. No fundo não estou nem aí pra nenhuma delas, afinal nem sou do Rio, mas se eu fosse da Tijuca eu mataria aquela mulher que deu 9.3 para fantasia.


-Passou um programa sobre o ZiCartola muito legal na tv. Se você assistiu é tão anti-social como eu. Se não assistiu perdeu, pois foi ótimo.


-Ainda bem que a festa acabou, já estava morrendo de saudade de Lost.