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3 de dezembro de 2008

Sobre homens e balacobaco

Nas nossas noites de vinho, eu e minha amiga Rosma sempre falávamos sobre borogodós, balacobacos e balangandãs. Ah, ele não é bonito, mas tem balacobaco. Balacobaco? Meu amigo Kenan não entendia. Mas como assim balacobaco?
Não sabíamos explicar. Não tem a ver com altura, peso ou cabelo. É algo que se nasce, sei lá. Ou tem ou não tem. Simples assim. Só sabíamos que quando um homem com balacobaco chega, as mulheres estremecem. Chame de macho alfa se preferir.
Como na vida adulta sexo e homem são assunto recorrente, no último fim de semana eu e Carol chegamos ao mesmo consenso: um homem não precisa ser bonito para ser sedutor, e a sedução masculina não tem nada a ver com um homem todo arreganhado em uma revista. Aliás, é péssimo isso, concluímos.
Ficamos falando quais homens não tinham nada demais, mas gostávamos, então a Carol quis me mostrar o vídeo de um cara que ela acha o máximo, mas que não deve passar de um baixinho feio.
Eu confesso que esperava o pior, visto que a Carol usa azul cintilante nos dedos e brincos em formato de parafuso, mas não é que era justo um clipe que eu adorava ver?É um clipe da Shakira. Eu não gosto da Shakira, mas esse clipe...esse clipe eu gosto. Guardei na mente como “o clipe dos tomates”.
A Carol achou estranho, pois não se lembrava de nenhum tomate. Fomos passando, meio pulando pedaços, tentando achar os tomates. Não, não tinha tomate. Só cebolas e lama. Estranho. Olha de novo.
Mas Marcela, só tem um pedacinho que mostra uns tomates.
Agora por favor, assistam o clipe com atenção e me digam, é ou não é o clipe dos tomates? É ou não é a melhor cena do clipe? E é ou não é um rapaz cheio de balacobaco?

dica: 2:42 a 2:27



16 de novembro de 2008

Sobre os mistérios do mundo


Eu adoro essa músicas, mas...




o que é esse tal ive brussel?

30 de outubro de 2008

Djobi, Djoba! - Quarta-feira, Setembro 17, 2008

Cheguei a conclusão que preciso refazer minha lista de músicas favoritas. Sim, eu faço listas, ainda que mentais, e na minha lista de músicas não cabe mais aquelas músicas de alguns anos atrás. Acho tudo pra baixo, tudo a um passo do suicídio. É, parece que eu gostava de uma fossa. Lembro que tinha Travessia, tinha Retrato em Preto e Branco, Drão, Sabiá, enfim, tudo triste, triste, triste. Não que agora eu seja a garota propaganda da felicidade em cápsulas, mas sou diferente. Mais leve, eu diria. Talvez quando eu chegar aos setenta só escute Ivete. Comentei com meu amigo sobre isso e ele me disse que não tinha um top cinco, ou top dez, mas gostava de uma do Gonzaguinha e uma chamada Djobi Djoba. Sabe qual é, né?

http://www.youtube.com/watch?v=hVb5araL39k

Agora me diz, que tipo de pessoa tem essa música como preferida? E pior, assume assim, sem o menor receio. É mais ou menos como confessar que gosta de ouvir Lulu Santos, ou de assistir Lagoa Azul. Pra mim só bêbada na mesa do bar, ou a base de tortura. Mas o Dú, bem...ele abriu um blog, aos poucos você vai descobrir.

Blog do Dú: http://comportamento-geral.blogspot.com

Mulherada muito louca com doce na boca - Sábado, Julho 26, 2008



Eu tinha muita coisa pra escrever sobre os meus últimos meses. Sobre me mudar pra São Paulo, sobre não achar uma casa pra morar, sobre como é ficar na casa de amigos por um mês, sobre pequenas delícias da capital, sobre como é ruim acordar cedo e só voltar a noite e até sobre como mudar os planos, voltar pra casa, pensar em desistir do mestrado, fazer outro vestibular, enfim, mil coisas, mas eu não tive tempo de escrever na época e as coisas não fazem sentido depois de um tempo. Depois que passa tudo parece bobo.

E por falar em bobo, eu vou às Lojas Americanas todo dia, mais ou menos no mesmo horário, compro um chocolate Alpino Barra e fico passeando por lá. É um ritual meu. E todo dia rola paralelamente outro ritual, alguém escolhe um cd do Charlie Brown Jr. pra tocar. Todo santo dia, no mesmo bat-horário: Chorão, sua turma e eu, que fico me lembrando de quando tinha 15 anos. É, eu gostava de Charlie Brown Júnior. Fico tentando lembrar o porquê e não chego a uma conclusão. Eu gostava de Caetano, de Chico, e poxa vida, de Charlie Brown Júnior?

O mais engraçado é a ingenuidade. Tinha uma música que tinha um trecho assim “mulherada muito louca com doce na boca”, e eu imaginava um monte de meninas chupando pirulito, mastigando chicletes e balas. Uma verdadeira orgia alimentar. Droga pra mim era coisa de filme, Cristiane F., Kids, e outros que eu assistia escondida dos meus pais. Conhecia no máximo algumas pessoas que fumavam maconha, mas eram super “maloqueiros”. Tinha outra assim: “se me apresenta essa mulher te dava até um doce”. Olha que legal, o cara arruma uma menina pro amigo e ganha sei lá, um Sonho de Valsa. Uma troca justa, não?

Com tanto doce fico me lembrando também de quando tinha uns cinco anos e gostava de contar a piada do danoninho. Eu tinha aprendido a piada em um programa do Chico Anísio e ela se tornou a minha piada favorita. “Sabe o que o passarinho falou pra passarinha? Quer danoninho?” Contava e ria, ria. Achava tão legal a idéia de dois passarinhos comendo danoninho.Onde já se viu? Passarinhos só comem alpiste, ora essa. O chato era que os adultos pareciam não achar graça, só me olhavam estranho, e eu ria sozinha, como agora, no meio das prateleiras das Lojas Americanas.

Sobre a tão falada Virada - Terça-feira, Abril 29, 2008




Eu não queria escrever sobre a Virada Cultural de São Paulo, mas todos os jornais, revistas e blogs amigos escreveram, então fiquei com inveja. Bom, a festa foi divertida, com muitos shows, amigos bacanas, centro da cidade cheio, prédios iluminados, pessoas felizes. Tudo muito bonito. Até as pessoas eram bonitas. Bonitas mesmo, de fazer a gente se sentir mais feio do que é. Onde essas pessoas se escondem o resto do ano? Em comerciais de tv? Se bem que os rapazes de camiseta com nome de banda e meninas com cabelo vermelho mal pintado da Praça da República não tinham nada de bonito. E daí a feiúra deles? E daí que um cabeludo filho da mãe vomitou na grama, onde as pessoas estavam descansando e eu deitei em cima. Ganhei o direito divino de odiá-los e falar mal. Mas tudo bem, porque eu levei uma muda de roupa. O difícil foi achar um lugar pra trocar, pois como você já deve ter lido por aí, os banheiros eram escassos. Em consequência, as ruas cheiravam urina, mas sei lá, isso dava até um ar nostálgico de carnaval, de Rio de Janeiro, como disse meu amigo Edu.
Falando em cabeludos, a Gal cortou o cabelo para a Virada. Deve ter perdido uns 3 kilos na poda. Talvez a Bethânia se anime a cortar o dela também. E não sei se foi uma síndrome de Sansão, mas a Gal me pareceu meio sem forças, ficou paradinha no palco. Eu devia ter seguido seu exemplo, mas não, fiquei sassaricando. Doze horas depois eu não agüentava mais nada, pois assim como a baiana, eu estou velha e gorda. Meus pés se revoltaram contra mim e juraram que se eu não fosse embora, eles jamais entrariam em contato com o solo novamente. Tive que ceder e acabei perdendo os shows que eu realmente queria ver.
Assisti ainda Mutantes, ou melhor, apenas ouvi, porque estava muito lotado, e o Zé Celso, a Dercy Gonçalvez masculina, mas esse bem de perto, da segunda fila. Os Mutantes erraram quase todas as letras de suas próprias músicas, mas o show tinha um clima gostoso. Quanto ao diretor de teatro, o jornal de hoje dizia “Zé Celso toca Noel Rosa na virada”. Esqueceram de colocar a palavra sofrível na frase, mas tudo bem, as pessoas só estavam lá por ele, ficariam igualmente felizes se ele só falasse palavrões e fosse embora. Achei babaca, mas é sempre tocante ver pessoas adultas emocionadas, mesmo que por um velhinho falando pau e cu.
Resumindo, os shows que eu assisti estavam mais para Virada Cultural do Retiro dos Artistas, mas foi muito bom ainda assim. Para o ano que vem eu prometo voltar a malhar para agüentar andar mais, levar um penico, e carregar meu dinheiro na meia, pois na hora de voltar pra Minas eu descobri que o banco bloqueou meu cartão e eu precisei pegar dinheiro com a mãe do meu amigo Kenan, caso contrário eu teria que virar pedinte de metrô ou apelar para aquele quadro do Gugu, o “De volta pra minha terra”.

27 de outubro de 2008

Sobre o Carnaval - Quinta-feira, Março 02, 2006








-Estou velha. Várias crianças estavam fantasiadas com uma roupa vermelha de um super-herói que eu não conheço. Parecia Os Incríveis, mas o símbolo era outro.


-Acho ótimo que a Beija-Flor não tenha ganhado. Poços não tem nada a ver com aquela música que falava de mar, Netuno, Atlântida. Nota 0 para a escola e para o Estado de Minas Gerais que bancou essa babaquice.


-Planejei ir para alguma cidadezinha com carnaval de rua, mas no fim acabei alugando filmes e dormindo no sofá com meu gato como única companhia.


-Poços de Caldas virou a Cidade de Deus do sul de Minas.


- Ri muito da Nivea Maria falando torto no camarote da Rede TV e confessando que tinha enchido a lata de cachaça. Será que depois dessa ela ainda é uma atriz global?


-Fiquei feliz pela Vila Isabel, mas só por que ela era a escola do Noel. Torço também pela Portela por causa do do Paulinho da Viola e pela Mangueira por causa do Cartola, mas bem de levinho. No fundo não estou nem aí pra nenhuma delas, afinal nem sou do Rio, mas se eu fosse da Tijuca eu mataria aquela mulher que deu 9.3 para fantasia.


-Passou um programa sobre o ZiCartola muito legal na tv. Se você assistiu é tão anti-social como eu. Se não assistiu perdeu, pois foi ótimo.


-Ainda bem que a festa acabou, já estava morrendo de saudade de Lost.

Um post piedoso - Terça-feira, Junho 28, 2005


Um post piedoso Eu não gosto muito dessa cantora, não escuto suas músicas e não acompanho seu trabalho, mas assisti um clip na MTV que tocou meu coração. Pobre moça. Foi iludida por algum cabeleireiro mal intencionado, que a transformou em um cruzamento da Elba Ramalho com o Ovelha. Não posso ver tamanha crueldade e não tomar nenhuma atitude, por isso lancei a campanha ¿Um cabeleireiro honesto para Shakira¿. Se você é mulher e já foi vitima desse golpe, ou se você simplesmente tem coração, entre no site www.shakira.com.br e recomende um profissional para nossa colega. Pode ser o da sua mãe, aquele cabeleireiro famoso, ou até mesmo o barbeiro da esquina, pois qualquer um pode deixar o cabelo da menina melhor do que está.

23 de outubro de 2008

Sai que eu sou VIP! - Quarta-feira, Outubro 06, 2004

Adivinhem! Arrumei um emprego e agora sou uma serva de publicitários. Passo o dia colocando em pratica algumas táticas para enganar pobres pessoas que não tem muita convicção do que querem e no fim faço com que elas gastem mais do que deveriam. Nojento, né? Uma dessas táticas criadas por pessoas desalmadas do marketing é convencer o cliente que ele é especial. Palavras como exclusivo, vip, benefícios são ótimas para convence-lo disso, ao contrario de multa e conta. Tem coisa mais manjada que isso? Eu me lembro de quando recebi aquele valor extra na minha conta corrente. -Uau, sou tão importante que o banco está me dando um valor extra pra eu gastar como quiser.
Devíamos aprender com esse erro, assim como quem queima a mão na fogueira ou põe o dedo na tomada, mas não é o que acontece. Parecer especial no meio de tantos outros ainda nos seduz, principalmente pessoas como eu, pobres, que sempre ficaram do lado de fora da corda.
Quando eu era criança e ainda ia ao circo eu sentia inveja das pessoas que sentavam naquelas cadeiras lá da frente, de metal , vendo tudo de perto e às vezes até participando de umas brincadeiras, enquanto eu ficava na arquibancada de madeira vendo tudo de longe. Ser VIP deve ser legal, era o que eu pensava.
Cresci e em algumas situações consegui estar nessa condição, a de gente importante, pena que todas foram roubadas.
A primeira foi quando eu fui convidada pra a Fashion Week. Não, não a de São Paulo, a de Poços de Caldas. Fui pra beber champanhe, mas não teve nem refrigerante com empadinha.
A segunda foi numa pré-estréia, a primeira da minha vida. Gente histérica, filme ruim, só me animei depois, quando vi que uma das cenas do filme tinha sido gravado na rua da minha casa, me senti morando em Hollywood.
Já a terceira foi no show dos Los Hermanos , a Pândega comprou o meu ingresso e o dela, e os ingressos vieram errados, vieram pra parte VIP, embora tivéssemos comprado para a pista. Ficamos animadíssimas, mas nem deu para aproveitar, pois o Kenan não deu a mesma sorte que a gente e não podíamos deixa-lo sozinho, ainda mais naquele estado lamentável que ele se encontrava. Tudo bem, já que a pista é mais animada, mas toda vez que alguém esbarrava repetíamos: - Sai que eu sou VIP.
Sim, tínhamos sido contaminadas. Conclusão: sou tão idiota quanto os meus clientes.



O amor está no ar - Segunda-feira, Junho 07, 2004

Essa semana, como todos já sabem, é a semana oficial do massacre emocional, época onde os publicitários malvados se juntam com lojas de celular, roupas, perfumes e outros presentes para acabar de vez com o já tão fragilizado coração de quem sofreu uma desilusão passada e ainda luta para supera-la. Em outras palavras: o dia dos namorados é daqui alguns dias.
Já adianto que não vou perder meu tempo falando que é só mais uma data comercial e que eu não estou nem ai pra isso.
Vim ate aqui só para dizer que, pelo motivo acima, talvez eu suma por algum período de tempo, ou quem sabe para sempre.
Se vou sair para procurar um namorado?Não, não da mais tempo. Vou é me afundar no garrafão de vinho que guardei em casa para esse dia tão especial.
Só falta decidir qual vai ser a trilha sonora, andei pensando nas musicas de Baden Powell, mas meus amigos me convenceram que Adriana Calconhotto no ultimo volume é mais eficaz.

A musica escolhida foi essa:
"Eu perco o chão, eu não acho as palavras.
Eu ando tão triste, eu ando pela sala
Eu perco a hora, eu chego no fim
Eu deixo a porta aberta
Eu não moro mais em mim

Eu perco as chaves de casa, eu perco o freio
Estou em milhares, eu estou ao meio
Onde sera, que voce esta agora?"


Quem eu gostaria de ser - Segunda-feira, Maio 31, 2004


Hoje vou fazer um pequeno plágio do Mais Tudo Bem, onde o Pedro publicou os textos Pessoas que eu gostaria de ser se um dia crescesse.
Também quero dizer que eu gostaria de ser, é uma coisa recente, que eu decidi esses dias quando estava assistindo um programa de televisão, onde ela estava cantando.Foi assim, como um estalo: eu queria ser a Ivete Sangalo.
Não que eu compre os cds dela ou coisa do tipo, mas ela tem coisas que realmente me deixariam feliz se fosse eu em seu lugar. Essas coisas são: Ela sabe cantar, ela é rica, é animada, tem senso de humor e é bonita. Todas essas razões seriam mais que suficiente, mas ainda tem a maior de todas, ela é casada com o Davi Moraes, o homem que eu pedi pra Deus.
Abaixo a foto desse ser, que é brega, mas é tudo de bom.

Sobre Bandas - Terça-feira, Maio 25, 2004


Eu acho que as bandas brasileiras são muito ruins.Todas? Não, tem algumas raras exceções que eu gosto de ouvir, mas não quero falar delas, quero falar das que eu não gosto, com ênfase nas mais ridiculas, pois falar mal é muito mais divertido. Então vamos lá, eu odeio...

Kid Abelha
Ate reconheço que ouvi essa banda, mais isso foi quando era pré-adolescente, ou seja, quando eu era semi-retardada. Hoje acho a banda um saco e a Paula Toller um c*.

Ira
O vocalista já era um lixo no auge da sua juventude, agora que ele esta velho, gordo e careca então, nem se fala. Podia ter gastado o tempo que ficou no ostracismo para aprender a cantar,mas não, continua tão ruim como antes. Vi a propaganda do cd acústico na tv e quase chorei.

Legião Urbana
Chatíssima, mas eu entendo que existem muitos jovens deprimidos por ai, e que eles precisam desse tipo de musica, pois gostam de pensar que alguém no mundo os entende, e coisas assim.

Capital Inicial
Se eu fosse um desses caras que fizeram sucesso nos anos 80 eu tentaria voltar com uma nova postura,voltar como se o tempo não tivesse passado não dá.
Aquele caquético do Dinho Ouro Preto fazendo pose de vocalista galã não me passa. O que vc faz quando ninguém te vê? Resposta do Dinho:Passo creme anti-rugas.

CPM23, Detonautas, e Cia
Um bando de moleques bem agenciados, que pintam os cabelos, colocam uns piercing e mandam um clipe para MTV. Alguma diferença para o B5? Eu acho que não.