19 de junho de 2010

Por que o Kaká?

Muita gente não entende o que o Kaká está fazendo na Copa. Dizem que está machucado, que sente muitas dores. Vi um jogador falando na TV que quando ele tinha a mesma suposta lesão do Kaká, não conseguia nem fazer xixi sem sentir dor. Será tão grave assim? Não sei.
O que me deixa com a pulga atrás da orelha é: porque o Kaká está sempre nas listas dos jogadores mais bonitos do mundo?



Kaká, com toda beleza e simetria

Agora, ilustrando a minha indignação:






Cannavaro - Itália
Foi dificil escolher a melhor foto do Cannavaro. Vale a pena conferir no google.



















Gonzalo Higuaim - Argentina.




















Sedar Tasci - Alemanha















Xabi Alonso - Espanha

















Fernando Florente - Espanha
















Benny Feilhaber - EUA

















Yoann Gourcuff - França
Outro rapaz cheio de belas fotos no google.




















Eren Derdiyok - Suiça












Miguel Veloso - Portugal. Foi dificil escolher a foto com o corte de cabelo menos bizarro, mas, na minha opinião, deixa Cristiano Ronaldo no chinelo.


















Joe Cole - Inglaterra
Ele está na Copa? Não sei, mas não pude deixar de colocá-lo aqui.
















Glen Johnson - Inglaterra











Víctor Valdés - Espanha. É só o goleiro reserva, mas está aqui pra comprovar a minha tese que a Espanha é mesmo o time com mais homens bonitos.



























Júlio César: Simpático, bonito, grande, forte, cara de macho, melhor goleiro do mundo, e é do Brasiiiiil.






















Freddie Ljungberg- Suécia, que não está na copa, mas e daí? Ele merece menções honrosas.

7 de junho de 2010

A simplicidade

Meu cunhado é uma pessoa bronca. Não por falta oportunidades na vida, pelo contrário. Ele é bronco por escolha própria, para desespero da mãe. E é engraçado ouvi-lo filosofando, com aquele jeito de matuto.

Esses dias lá em casa, falávamos sobre a mobilia da casa que ele e minha irmã estão montando para depois do casamento. O irmão dele ficou de presenteá-los com uma dessas tvs grandes de lcd, led, ou sei lá o que.

Minha irmã quer fazer uma sala de TV, afinal, sobra um quarto no apartamento. Ele não. Ele quer por a TV na sala pricipal, logo na entrada. E ficou aquela discussão. Sala, quarto, sala, quarto, até que ele virou e disse:


-Ô minha fia, ce não tá entendeno. Essas televisões grandonas são pra ficar bem na entrada, pra mostrar pra todo mundo que entra na casa que você tem uma, tendeu?


Todo mundo riu, como se fosse mais uma das pérolas jecas do Danilo. Eu achei de uma lucidez incrível.

28 de maio de 2010

Sobre as boas novas



Então eu passei no concurso. E nunca foi algo que eu quis muito pra minha vida, mas foi pra lá que a vida me levou. E não pense que é fácil. É difícil abrir mão das coisas que um dia sonhei, e em nome do dinheiro pra pagar as contas no fim do mês, mas as pessoas falam parabéns, e aos poucos entendo que é mesmo o melhor pra mim.
Pelo pouco que eu vivi, sei que quando entramos por uma porta, dificilmente voltamos pra entrar por uma outra. E sei que pequenas escolhas mudam completamente o rumo da nossa vida.
Por exemplo: se eu tivesse escolhido faculdade de psicologia, ou veterinária, como um dia já cogitei, hoje minha vida seria outra. Meus amigos, minhas histórias, minhas decepções, tudo seria diferente.

Pra começar, eu não teria trabalhado no lab da faculdade, não teria conhecido o Gláucio e não teria feito meu primeiro blog por influência dele. Em suma, esse texto que você está lendo hoje nem existiria.
Indo além, se eu não tivesse feito Rádio e TV, não teria descoberto que gosto de escrever roteiros, não teria entrado para a ELCV e não teria conhecido, consequentemente , a maioria das pessoas que passam por aqui. Mais adiante, não teria tentado mestrado em roteiro na USP, e reprovada e frustrada, não teria buscado naquela noite um pouco de distração e não teria reencontrado você. Já pensou nisso? Sim, se pensar nos eventos como uma cadeia, fazer vestibular pra Rádio e TV me fez hoje estar com você. Não é engraçado?

É por isso que tenho estado pensativa, tensa, me alimentando mal e virando noites acordada. Sei que não é só um novo emprego. É uma nova cidade,uma nova casa, novo cotidiano, planos, sonhos, novo mundo, novo tudo.
Em suma, o que eu quero dizer é que quando penso que não tenho nenhum amigo que trabalha com fertilização artificial de suínos, penso que fiz a escolha certa.
Brincadeira.
Na verdade o que eu quero dizer é que de tudo isso que vai mudar, e eu sei que vai, se tem uma coisa que eu quero manter, essa coisa é você.

8 de abril de 2010

A festa da menina morta


Comprei “A festa da Menina Morta” em um camelô em Campinas. Discussões sobre pirataria a parte, fiquei muito feliz de encontrá-lo ali, perdido entre as produções americanas. Levei pra casa e não assisti. Pensei: melhor deixar pra amanhã. E no amanhã, e amanhã, e amanhã, muitos meses se passaram.

Sábado fui à locadora e peguei “Onde vivem os Monstros”. Cheguei em casa, arrumei a cama, liguei o dvd no quatro, aquele ritual todo, mas quando coloquei a cópia no DVD descobri que estava com problemas. E agora? Assistir Altas Horas? Foi então que me lembrei da menina morta e esquecida, que salvaria minha noite.
De cara a cena inicial já resume tudo que eu mais odeio no cinema brasileiro. Um cara chega no pé de mamona, começa a urinar, chega até a dar aquela balançada, sobe a calça e sai andando. Pronto, próxima cena. Por que, meu Deus? Ok, você pode até me dizer que intenção é apresentar a cultura, ahn, digamos...rústica, da região, mas o que eu vejo ali é a idéia de chocar, e aí meu pai, que preguiça.

A certa altura, o irmão da menina morta estava de ressaca e foi tomar um banho. Mostrar a água caindo no dorso? Claro que não. O diretor escolheu colocar o cara de cócoras, com o saco todo exposto. Quer dizer, eu acho que foi escolha do diretor, porque eu me recuso a acreditar que o roteirista escreveu “Fulano se abaixa para lavar a cabeça, mostrando seu imenso saco escrotal”. E outra vez ,o que isso muda na história? Nada.
Tem ainda o personagem principal, Santinho, que faz sexo com o pai. Não, não está sugerido, o diretor achou melhor mostrar os dois trepando de pé. O que isso muda na história? Nada também.

E de nada em nada, nada acontecia por muito tempo. Era só o tal Santinho dando chiliques, e a tal festa que nunca acontecia, só diálogos, diálogos, e foi indo, foi indo e eu não aguentei. Tive que deixar a tão esperada festa pra outro dia, acreditando que talvez, enfim, aconteça alguma coisa, mas dessa vez não rolou. Foi mal, menina morta.

1 de abril de 2010

Vergonha

eu ....eu....eu gosto dessa música do Victor e Léo!

Pronto, falei. Acho linda e toda vez que toca na rádio eu aumento o volume para ouvir.
É bobinha e tal, mas nao sei, acho gostosa. Sabe? Então.


Espero que meus amigos não se afastem de mim.

24 de março de 2010

The Sims 3



Ando jogando bastante The Sims 3, quer dizer, moderadamemte, porque tenho tendências ao vício. E sabe que quando lançaram, não dei muita bola? Continuei jogando o The Sims 2. Só recentemente reinstalei o 3 e, agora sim, tenho achado bem mais divertido. Tem mais mobilidade, é possível configurar os objetos de infinitas maneiras, e o mais bacana, mais traços de personalidade, que se formam ao longo da vida.Quis ser honesta e comecei o jogo pobre, casa modesta, móveis ruins, somados a dois bebês gêmeos. Resultado: na hora que eles se tornaram crianças apareceu um recado dizendo que por culpa da infância difícil, os meninos desenvolveram traços negativos de personalidade. Um não suportava nudez e o outro não suportava tecnologia.
Eu sei, é idiota, mas eu fiquei chateada. Ok, ok, pode rir, pode criticar. É besta mesmo.
Revoltada com “as injustiças da vida”, resolvi roubar. Coloquei a senha secreta pra ficar rica e pronto. Agora eu tinha uma casa linda com os móveis e os eletrodomésticos mais caros do mercado. Meu terceiro filho tinha tudo pra ser feliz, certo? Errado. Na hora h apareceu o recado dizendo que eu não tinha me dedicado o suficiente e o Bernardo tinha se tornado solitário. Poxa vida, nem todo o dinheiro do mundo era o suficiente? Ele ficou problemático só porque eu não o ajudei a aprender a andar, ou a falar? Eu estava escrevendo um romance! Eu também tenho minhas necessidades, oras...Eles pensam o que, que eu virei mãe e perdi minha individualidade? Que é fácil criar três filhos?

Bobeiras a parte, fiquei refletindo sobre as coisas que me aconteceram na infância e que moldaram pra toda a vida. Por que o que a gente vive no começo da vida é tão importante? Os traumas que me aconteceram na adolescência ou na vida adulta eu passei por cima, mas o que me aconteceu na infância ficou. E não falo de pais ausentes, dinheiro, nada disso. Falo de coisas simples, bobas, aparentemente irrelevantes.
Por exemplo: todo dia quando eu coloco minha colher no copo de Nescau, eu me lembro de quando eu tinha uns 6 anos e fui comer na casa de um parente. Fiz a maior bagunça na hora de misturar o leite e a dona da casa me olhou de um jeito que me fez sentir uma idiota. Uma coisa à toa, mas eu sempre me lembro, todo santo dia, e acho que é por isso que eu não gosto de comidas que façam lambança, de sujar a mão. Não gosto de me sentir idiota.
E por ai se seguem muitos outros porquês, como não usar de saias, não dançar, não gostar de homem baixinho, não gostar de ficar em casa no domingo, não gostar de muita gente estranha reunida, não gostar de esportes, e um tanto de outras coisas, coisas que eu até queria mudar, mas não consigo, não dá pra deletar meu personagem e começar novamente o jogo.




01- Os gêmeos problemáticos: Henrique e Lorenzo

02- Bernardo, o rico ingrato.

03- Eu e Vinícus, que tenho esperança que seja normal.

04- Marco e algum bebê.


17 de março de 2010

O dono da trincheira

Passando minha compras no caixa, escuto a conversa de dois rapazes que trabalham no supermercado aqui do shopping.

-Você viu a passeata pro Aécio?

-Quem?

Aécio Neves.

-Ahn?

-Aécio Neves! Você viu a passeata?


Sou folgada e entrei na conversa:

- Ele nem deve saber quem é o Aécio Neves.

-Não é de duvidar. Jonata, você sabe quem é o Aécio Neves?

-É o dono da trincheira, não é? (referindo-se a trincheira Tancredo Neves, inaugurada há 2 anos)

E sim, estamos em Minas Gerais.

9 de março de 2010

-Eu te amo, sabe?

-Ama como? Sou tão bobo.

-Mas é por isso que eu te amo, porque você é bobo. Se você fosse o homem que as vezes você finge ou tenta ser, eu não te amaria. Eu te amo porque descobri o que tem por trás da fachada. E esse você escondido é tão melhor...


8 de março de 2010

Saudades do Rubens

Eu não gosto mais de acompanhar o Oscar pela tv. Sempre foi na globo? Não lembro. Lembro que era com o Rubens Edward Filho, mas não me lembro há quantos anos. Escuto falar muito mal do Rubens por aí, que é arrogante e coisas assim, mas nossa, era bem melhor acompanhar a cerimônia com ele.
Esse ano, assim como os últimos, o comentarista foi o Zé Wilker. Nada contra o Zé Wilker, mas "mano", Zé Wilker não saca nada de cinema. E que se ele participou de uns 50 filmes, segundo a wikipédia. Continuo achando que ele não sabe nada.



Tem uma mocinha que comenta com ele. Quem é mesmo? Não sei. Mas também não entende nada.
E eu fico super irritada quando tem aquelas homenagens e passam cenas de filmes. Esse ano a homenagem foi aos filmes de terror. Quando o Wilker sabia o nome de algum filme, ou a mocinha, eles falavam: "olha, o boneco assassino", "olha, psicose". Francamente, boneco assassino até meu avô conhece. Eu queria saber de quais filmes eram as cenas que eu não tinha visto. E pelo visto nem eles. Eles só falavam sobre os óbvios.



E pra terminar, quando foi anunciada a vencedora do prêmio de melhor atriz coadjuvante, o Sr.Wilker soltou a seguinte pérola: " Espero que ela saiba cantar, porque é pequena a gama de personagens que ela pode interpretar".

5 de março de 2010

Twitter


A maior revelação que o twitter trouxe para minha vida foi: William Bonner existe. E mais, é humano.
@realwbonner

Boa noite.


26 de fevereiro de 2010

Quem vê cara não vê coração

Ainda bem.
E se descobrem a banana que eu sou? O que seria de mim?

24 de fevereiro de 2010

Eu sei que parece maldade...



mas acho que é uma questão de utilidade pública.


( a Gabi nunca mais será a mesma pra mim)











29 de janeiro de 2010

Ema Ema Ema

Tem um homem que sempre aparece aqui no shopping com algum garoto. Hoje ele veio mais uma vez. Não posso afirmar que é um menor de idade, pode ser que ele tenha 18, mas pode ser que ele tenha 14, 15.Compra comida, bebida e divide com o menino do dia. Talvez eu tenha assistido Dexter e Cold Case demais, mas o cara me parece suspeito.

Ele carrega uma cruz de madeira no pescoço, e dizem ser estudante para padre. Será? Não sei. Talvez trabalhe com adolescente, acha o segurança. Certo, bela forma de se trabalhar, pagando bebida. Ok.
Anotei a placa do carro, tirei foto, sei lá, achei que precisava fazer isso. Disseram que já eles são crescidinhos já, sabem o que estão fazendo, mas como saber o que tem por trás disso? E se fosse o seu filho?

Há dois anos aqui na cidade houve um crime violento. Um homem levou para casa dois garotos, na faixa dos 12 anos. A família do cara sabia que ele levava garotos lá, os vizinhos sabiam, mas ninguém parecia se importar. Tanto que uma vizinha ouviu alguns gritos, mas não se importou, achou que era alguma brincadeira. De fato, o cara assumiu ter se divertido com o que fez. Amarrou os garotos, torturou e estuprou por vários dias, até que por fim matou um dos garotos a machadadas. O outro conseguiu fugir.

Quando a policia chegou, encontrou sangue até no teto. A cidade inteira ficou chocada. Os vizinhos queimaram a casa, mas de que adianta? Por que não fizeram isso antes? Por que fecharam os olhos?

Mas é essa a política, fechar os olhos. Eu liguei pra saber se existe algum órgão especializado nesses casos, talvez prostituição de menores, exploração, sei lá. Caso existisse, acho que eles deviam dar uma checada, por desencargo de consciência, mas não, não existe, e a policia não pensa como eu, pois dizem que é difícil provar alguma coisa, e o máximo que pode acontecer é a pessoa que vendeu a bebida ser presa, ou, dar problemas pro shopping.

Então é isso, ema ema ema, cada um com seus problemas. Lembrei o atendente do caso do garoto morto, e ele disse que aquele caso era muito diferente. Espero que sim.

28 de janeiro de 2010

As filhas da Dani


Eu não tenho muito contato com crianças. As poucas crianças da minha família são primos de segundo grau, que mal sabem meu nome. Eu já me acostumei a ser ignorada por eles e não me importo, afinal, eu também ignorava os adultos quando era criança.
Também não sou aquele tipo de pessoa que consegue interagir totalmente com os pequenos. Gosto de conversar, saber o que fazem na escola, o que gostam de assistir na TV, ver como funciona a cabecinha deles, acho interessante, mas não sei jogar pra cima, fazer micagens, acho que sou um adulto tímido.
Achei que seria igual quando eu chegasse em Londrina. Três criança. Amanda, Aline e Ariane. Seis, cinco e três anos. Soube que elas pensaram que a prima que iria chegar tinha a idade delas. Fiquei imaginando o tamanho da decepção quando me vissem, mas não, para minha surpresa não se importaram. Na verdade elas grudaram em mim, tanto, tanto, que eu não sabia como agir.
Mexiam no meu cabelo, queriam ver meu brinco, brigavam pra sentar no meu colo, e eu ali, dura, sem reação. “Prima, quer ver a gente brincando de Barbie?” “Prima, quer assistir a Branca de Neve?”, “Prima, olha o que eu faço!”, “Prima”, “Prima”, “Prima”. As vezes cansava, mas ainda assim, eu precisei assumir, elas eram apaixonantes.
No meio de tanta correria, choros, risos, fui percebendo que elas não são iguais as outras crianças que eu conheço. Elas não tem computador, nem videogame, nem celular. E se elas querem? Claro que sim, elas querem tudo que conseguem ver, mas por enquanto não é necessário, então elas brincam de boneca, de bicicleta, de balanço.
São espontâneas e são repreendidas, fazem perguntas que não devem, escutam o grito lá da cozinha,fazem coisas erradas e tem medo de apanhar da mãe, e a mãe não para ouvir tudo o que elas tem a dizer, não se preocupa em ser justa o tempo todo, e ok, elas vão crescer, vão superar, vão seguir com suas boas e más lembranças da infância.Elas não são o centro do universo, são só mais três garotinhas.
Percebi que era essa sensação que me fazia falta nas outras crianças que eu conheço, saber que são iguais a tantas outras, de saber não ser especial, de saber ser só mais uma criança, igual eu também fui um dia, só mais uma, criança.