Hoje quase todos celulares vem com maquina fotográfica, pena que a qualidade é quase sempre uma porcaria. Salvo se você for do tipo que compra celulares caros, mas eu pelo menos não me encaixo nesse grupo. Sou do grupo que fica naquela ansiedade pra tirar a foto e depois fica triste porque sempre sai ruim. Ainda assim eu tiro. Do cara estranho, do gato bonito, da flor colorida, tudo.
Essa foto eu tirei no dia que eu fui acompanhar meu pai no barbeiro. Era tudo tão antigo, desde a tesoura ao barbeiro, tão banhado a formol, que eu tive que tirar uma foto.Tadinhos. Eles demoraram mais de uma hora para cortar o cabelo do meu pai. Um teco de cabelo. Se fosse o meu demorariam um dia.
Foto da mão de um senhor que sentou na poltrona da frente, indo de Poços para São João.
Rodoviária de São João da Boa Vista. Eu queria mesmo era tirar uma foto da cara desse sujeito. Sorrindo. Todos os dentes de ouro. Mas não dava, fiquei com medo de levar uma facada no estômago.
Quando eu tinha 14 anos fui a uma cartomante e entre outra bobagens ela me disse que o homem da minha vida era "cor de jambo". Eu nunca soube o que era um jambo, mas me diziam que era uma pessoa bem morena. Bom, esses dias fui no supermercado e finalmente descobri o que era um jambo. É isso ai da foto.
Outra função do celular é tirar foto das coisas que eu preciso mostrar pra alguem depois. Essa é de um berço que eu vi e achei legal. Tirei pra mostrar pra minha irmã. Tenho outras de tapete, protetor de berço, roupinhas, e por aí vai.
Essa foto lavada é o seguinte: minha mãe trocou os panos dos sofás aqui de casa. O cara acabou de entregar, a gente estava voltando para sala falando "ai, mas agora os gatos não podem ficar pulando no sofá" e blá blá, e pá, já encontramos os dois assim, felizes e instalados.





















