-Que link é esse?
- O blog do menino que estou conversando.
- Vou ver.
-Ah, tenho uma queda por homens que escrevem bem.
-Você gosta de homens inteligentes, então jamais se esqueça que homens inteligentes gostam de mulheres burras.
(E então Marcela pensa nesse momento: Doutor, uma lobotomia, por favor.)
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30 de outubro de 2008
27 de outubro de 2008
Conversa de Bar - Domingo, Janeiro 20, 2008

Mulher 01: - Não vejo mais tanta graça no sexo. Acho que as pessoas supervalorizam, não é tudo o que dizem.
Mulher 02: - Talvez você devesse experimentar com mulheres, inovar.
Mulher 03: - Sexo com mulher? Que clichê! Inovador é sexo com legumes. Cenouras, pepinos, abobrinha. ( Risadas seguidas de grande silêncio )
Mulher 01: - Milho deve ser interessante. Aqueles gominhos... ( Mais silêncio)
Sobre Caipirinhas e Patentes - Terça-feira, Janeiro 08, 2008
Fui a um festival de caipirinhas. As mais variadas frutas, mais de quarenta combinações, era o que dizia o cartaz, mas no cardápio só tinha dezoito. Pedi o cardápio com as outras 22. Acharam que era piada, mas eu falava sério. Entre as dezoito, três faziam parte do toptop, sendo uma delas a incrível caipirinha de Yakult. Isso mesmo, Yakult.
Fiquei pensando no slogan: Caipirinha de Yakult, você se diverte com os amigos e ainda regula sua flora intestinal. Há quem diga que a palavra intestinal espanta os consumidores, mesmo depois de uma outra bonita como flora, mas eu penso em roubar a receita e patentear. Vai ser uma febre entre as banhistas de Angra. Uma dose e seu biquíni cai super bem. Já experimentou? A Bibi que me recomendou. Experimenta, menina. É geladinha, uma delícia.
Vai vender na Fashion Week, no sambódromo, em todo lugar. Serei rica. Rica! E eu pedi saquê com manga, mas não tinha manga, nem saquê.

- Jura que essa porra é melhor que lacto purga?
- Humrum.
- Me dá logo um gole dessa merda.

" Depois que eu comecei a tomar capirinha de Yakult, eu consigo até...vocês sabem. Hehe."

- Amor, tomei caipirinha de yakult pela manhã e já fiz cocô.
- Que lindo, amor! Posso ver?
Eu, eu e o reveillon - Domingo, Dezembro 23, 2007

Eu detesto reveillon. Detesto reveillon com todo o meu coração. Detesto reveillon com todo o meu coração e tudo de pior que existe dentro dele. É a pior data do ano. Se eu fosse me matar, provavelmente seria no reveillon. Se eu fosse matar alguém, também seria no reveillon. Pronto, agora que eu coloquei todo meu ódio pra fora, vamos discorrer sobre o assunto.
Começa você, me pergunta, por que você odeia tanto o reveillon, uma data bonita, festiva, cheia de fogos de artifício, de vida, de esperança, você perdeu a esperança? Não, não é essa a questão. Eu gosto de fazer metas até. Sempre coloco um emprego decente lá, é um dos primeiros tópicos. Sim, sexo também, mas depois. E friso o detalhe, sexo de qualidade. É, tem razão, estou pedindo muito em uma lista só. Vou riscar e colocar paz no oriente médio.
Gosto das lentilhas e das romãs, sim, romãs, não têm gosto, mas tirar gominho por gominho é meio terapêutico. É, parece loucura, eu sei, mas gosto. Só não guardo na carteira, acho besteira, e até esses dias eu nem tinha uma carteira. Você viu? Gostou? Super barato, me sinto madura novamente agora que voltei a ter uma carteira, mesmo que ela pareça de uma menina de 10 anos. Roubaram a outra, lembra?
Acho que o problema é a vontade que seja o melhor dia do ano, isso faz com que ele seja o pior, se eu esperasse apenas um dia comum talvez me sentisse feliz comendo lentilha e bebendo champagne de 2 reais, mas eu estrago tudo, sempre. Eu me frustro em não estar em Copacabana, ou em um cruzeiro, ou até mesmo em uma festa que não terminasse alguns segundos depois da virada.
Copacabana brega? Ah, eu gosto, acho saudosista, não sei, eu me sinto bem lá. É, fui algumas vezes, mas nunca no reveillon. Teve um ano que algumas pessoas se queimaram, nesse ano eu não invejei as pessoas que estavam lá. Ah é, teve o ano do arrastão. Quando choveu também não, né? De chuva basta aqui nesse fim de mundo. O ano do ônibus queimado não foi legal também.
Mas e um cruzeiro? Cruzeiro é bacana. É, o Batomuche realmente não, mas pelo menos foi um reveillon agitado para quem estava lá. Sim, foi maldade, desculpe. Eu me lembro do plantão da Globo falando do acidente. Será que é a minha imaginação? Provável. Já contei que me lembro de quando eu ainda nem andava? Dizem que é impossível.
Um porre? E se eu vomitar? Passar o reveillon vomitando não deve ser divertido. É, o melhor seria tomar um tranqüilizante e dormir a noite toda. Já, já tentei, sem tranqüilizante. Se eu tivesse uma receita médica, mas nem isso. Não, senhor farmacêutico, não tenho uma receita, mas tenha piedade, sou uma pessoa que não consegue ser feliz no reveillon.
E tem festas no bairro todo, não dá pra dormir. Uma vez eu pensei em me infiltrar em uma dessas festas e descobrir se as pessoas estão realmente se divertindo ou se é fingimento. Também pensei em entrar e matar todo mundo. Inveja, o juiz me absolveria. Talvez um juiz que também não gostasse de reveillon.
Para de cantar essa música, depois não sai mais da cabeça. Ah, sabe o trecho final? Saúde pra dar e vender? Eu ficava imaginando as pessoas vendendo sua saúde. Quem dá mais, quem dá mais? Sabe? Ou ainda, toma minha saúde de graça pra você, vou ter uma pancreatite depois, mas pode levar, nossa amizade é mais valiosa. Tem certeza que quer me dar a sua? Não quero me sentir culpada por uma hérnia de disco, ou uma meningite, hein?
Adoro esse globo. Será que no Sirilanka se comemora reveillon? E na costa leste do mar Báltico? E na baía Prudhoe, no Alaska? E se eu colocar no google qualquer ilha do mundo que não se comemora reveillon, será que aparece?
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O homem ideal - Quinta-feira, Novembro 09, 2006

Ele: Eu jogo Hockey.
Eu: Hockey? Que coisa de gringo. Você deveria é jogar uma pelada aos domingos!
Ele: Eu jogo às sextas, mas sou um perna de pau.
Eu: Menos mal. Você tem um daqueles shorts da copa de 74?
Ele: Daqueles com três listras do lado e que bate na virilha?
Eu: Isso!
Ele: Tinha da copa de 82, mas foi ficando velho e rasgou.
Eu: Que pena. Se você tivesse um eu me casava com você.
Ele: Eu posso ver com meu tio. Caso eu arrume, o que você me oferecesse em troca?
Eu: Que tal uma roupa de paquita? Ombreiras e botas. Já pensou?
Ele: Com shortinho?
Eu: Não, só ombreiras e botas. Mas ei, você está esquecendo o melhor: botas douradas.
Ele: Prefiro o shortinho.
Eu: Nada feito. Aquele shorts é mais curto que o do Zico. Tem que se algo equivalente.
Ele: Então nada de casamento. Vai ser difícil arrumar outro cara que faça letras e tenha o shorts. Eu: Letras? Quem falou em fazer letras? Eu quero é um cara com aqueles shorts!
A arte (ou a burrice) de não dizer o que sente - Sexta-feira, Setembro 29, 2006

Você: - Você vai, né?
Ele: - Não sei ainda, por quê?
Você diz: - Porque se você não for não tenho como voltar.
Quando você queria dizer: - Porque se você não for não tem a menor graça.
Ele: -Você vai?
Você: -Vou, não vou fazer nada mesmo.
Quando queria dizer: - Claro, eu nunca perderia uma chance de ficar perto de você.
Ele: - Como foi?
Você: - Legal.
Quando queria dizer: - Chato. Fiquei pensando o tempo todo em você e em como seria mais legal se você estivesse lá também.
Você: - Você tava sumido.
Quando queria dizer: - Estava morrendo de saudades!
Você: - Alô, e blá blá blá. Quando só queria ouvir um pouco aquela voz.
Filha de peixe... - Segunda-feira, Agosto 07, 2006
Eu já joguei minhas roupas no lixo e já joguei água sanitária no arroz. Por que? Não sei, é como se eu saísse de órbita, distraio, faço sem ver e quando vejo aquilo volto, estranho, demora alguns segundos até que eu entenda o que não encaixa nessa ação e perceba a besteira que eu fiz.
Não me orgulho muito disso, não é legal ter que começar a cozinhar o arroz todo de novo, não é legal aparecer em casa com uma caneta que você não tem idéia de onde surgiu, ou ir para faculdade com o controle remoto da tv.
Esses dias descobri que se não tem solução, tem uma explicação: é genético.Diálogo 1 com minha mãe:
-Acredita que eu fui passar o hidratante e passei desodorante no lugar?
-Mas mãe, quando tava passando não sentiu o perfume?
-Não, só estranhei quando os olhos começaram a arder.
Diálogo 02:
-Pinga colírio pra mim?
-Mãe, tem certeza que isso é um colírio? Tá estranho, tá azul e grosso.
-Ah, peguei lá no quarto do Rodrigo (meu irmão). É colírio sim, li na bula.
-Mãe, você é louca? Não pode pingar sem receita médica, vi na tv. Aumenta a pressão interna do olho, coisa e tal. Pode até cegar!
Nesse meio tempo meu irmão chega.
-Não, não é colírio. É remédio pro ouvido.
-Você não disse que leu na bula? -
Li, mas estava sem os óculos. De qualquer funcionou, não ta ardendo mais.
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